Dados do Observatório traçam índice da extrema pobreza em Sergipe

9 de dezembro de 2019 - 17:37

Informações são baseadas na pesquisa do IPEA, divulgada na última semana

Sergipe pode comemorar. De acordo com dados publicados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), e correlacionados a realidade Estadual pelo Observatório de Sergipe, órgão vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), o menor Estado da federação é também o que está na melhor situação com relação a diminuição da extrema pobreza na região Nordeste. Sergipe vem diminuindo ano a ano o número de pessoas que se vivem na pobreza ou extrema pobreza graças a ações e programas do Governo Estadual.
De acordo com os dados coletados pelo Observatórioo número de sergipanos que vivem em situação de extrema pobreza era 149.324, em 2012, e passou para 134.497, em 2013, registrando uma queda de 10%. Ou seja, 14.827 pessoas saíram da extrema pobreza. Já o número de sergipanos em condições de pobreza caiu 8%. Em 2013, o Estado contava com 557.408 pessoas pobres, contra 514.136 no ano anterior, o que significa que 43.272 indivíduos saíram da pobreza.
Atualmente, a renda domiciliar per capita das pessoas que vivem em situação de extrema pobreza é R$66,40, em média, uma queda de 7% em relação ao ano de 2012, que era R$71,72. Em contraste, a renda domiciliar per capita do pobre teve um incremento de R$ 7,81 (5%), saindo, em média, de R$ 148,29 para R$ 156,10, no mesmo período. Para o governador Jackson Barreto, esse será um dos estímulos para que Sergipe seja, nos próximos quatro anos, “um laboratório permanente de compromisso social”.
Ações de combate a pobreza
Muitos são os programas que se destacam no combate a pobreza em no Estado. Um deles é o Sergipe Mais Justo, um plano coordenado pela Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e Desenvolvimento Social (Seides), lançado em dezembro de 2011, e que visa fortalecer e ampliar as políticas públicas de inclusão produtiva e geração de renda. Compreendendo um horizonte de três anos (2012-2014), o Sergipe Mais Justo tem orçamento global de R$ 392 milhões para o período de vigência.
O plano baseia-se em três eixos estratégicos: transferência de renda, inclusão produtiva e acesso a serviços públicos. Esses eixos contemplam 40 iniciativas e está beneficiando mais de 70 mil famílias com suas políticas. As ações são formuladas e desenvolvidas de modo intersetorial com a atuação conjunta de vários órgãos. A ideia é unir forças e ampliar o atendimento àqueles que estão à margem do acesso à renda e à rede de proteção social.
Juntamente com as políticas de transferências do Governo Federal, como o Bolsa Família, e a melhoria dos indicadores econômicos de Sergipe, a exemplo do aumento recorde na geração de emprego, as iniciativas do Sergipe Mais Justos foram imprescindíveis para a redução da miséria em Sergipe.
Jackson Barreto afirma que os dados da pesquisa do Ipea demonstram que Sergipe está no caminho certo. “O Governo tem uma diretriz no seu compromisso de lutar contra a extrema pobreza. É notória a preocupação da nossa administração com a questão social, principalmente quando se leva em conta as obras realizadas pelo Governo do Estado que são planejadas dentro de uma visão de compromisso social”, destacou o governador.

“Somando o trabalho realizado de forma direta para atingir as pessoas, que foi o que falamos na recente campanha eleitoral com o lema de ‘cuidar das pessoas’ e, paralelamente, se faz um elenco de obras cujos resultados vão garantir na prática a efetivação desse compromisso social. Este é um resultado que nos deixa muito felizes e orgulhosos de que Sergipe está fazendo a sua parte para tornar-se um estado com mais igualdade”, declarou.

Dados
Não se pode deixar de mencionar que os números positivos para Sergipe contrastam como os resultados divulgados acerca da situação de miséria no Brasil, que subiu pela primeira vez em dez anos. Em 2013, a população brasileira abaixo da linha de extrema pobreza aumentou 3,68%, a primeira alta desde 2003.
O índice alcançado por Sergipe tem um valor ainda maior quando comparado ao restante da região nordeste, pois, com ele o Estado mostra que tem Sergipe tem a menor proporção de extrema pobreza do Nordeste. Em 2012, 7,02% da população sergipana vivia em extrema pobreza; em 2013, a proporção caiu para 6,30%, apresentando uma queda de 0,72 pontos percentuais. Em contraposição, nesse mesmo período, a proporção de domicílios em extrema pobreza cresceu, passando de 5,58% para 5,90%.
“Entre 2012 e 2013, a participação dos pobres na população sergipana caiu de 26,21% para 24,07%, representando uma queda de 2,14 pontos percentuais. Já a participação de domicílios que era de 20,6%, em 2012, apresentou uma queda de 0,8 pontos percentuais”, explica o Superintendente de Estudos e Pesquisas da Seplag e coordenador do Observatório de Sergipe, Marcel Resende.
É importante destacar a metodologia utilizada pelo IPEA para esse levantamento, que leva em consideração o número de pessoas na condição extremamente pobre e pobres com base nas necessidades calóricas, como ilustra Marcel Resende.“Nessa pesquisa são levantados dados daquelas pessoas com renda insuficiente para consumir uma cesta de alimentos com o mínimo de calorias para suprir uma pessoa de forma adequada, com base em recomendações da FAO e da OMS”, frisa.


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