Em entrevista a TV Atalaia secretário fala dos desafios para pagar salários dos servidores em dias

9 de dezembro de 2019 - 16:28

Nesta quinta-feira (06), o secretário de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), Rosman Pereira, foi o entrevistado do programa TV Atalaia Entrevista, comandado pelo jornalista Carlos Batalha. Na pauta, ações de planejamentos, gestão de políticas públicas, serviços de logística integrada e administração de pessoas.

Questionado sobre o que tem sido feito para planejar os custeios frente às diversas secretarias e órgãos do Estado diante toda crise, o secretário afirmou que as dificuldades de repasses têm dificultado as ações e planejamentos de algumas secretarias da administração direta e indireta e explicou que o orçamento aprovado para 2017 é o mesmo de 2010, ou seja, cerca de R$ 8 bilhões/ano para atender a todos os órgãos do Estado. “Isso tem sido um grande desafio devido ao crescimento natural das contas do Estado”, frisou.

Ainda de acordo com o secretário, algumas medidas já começaram a ser tomadas por determinação do governador Jackson Barreto. “Já existe uma redução nos custeios de todas as secretarias, a exemplo do decreto baixado no ano passado, determinando a redução de 20% nos gastos com combustível, alugueis de carros e imóveis nos órgãos estaduais”, explicou Rosman, ponderando que toda essa crise tem dificultado bastante, mas que o Governo de Sergipe, através da Seplag, da Casa Civil e da Secretaria da Fazenda, tem trabalhando incansavelmente para organizar o orçamento, fazendo a suplementação quando necessário e atendendo as necessidades primárias de cada órgão.

Com relação ao atraso salarial do servidor público estadual, o secretário afirmou que no momento não há nenhuma definição. “O governo tem feito reuniões periódicas para discutir algumas medidas emergenciais. Temos trabalhado incessantemente para fazer o pagamento do salário dos servidores em dia, no entanto, as frustrações com a queda das receitas têm sido frequentes, mas estamos fazendo todo o esforço”, disse frisando que, historicamente, entre os meses de maio e agosto há uma queda ainda maior nas arrecadações. “Existe uma grande preocupação, já lançamos mão da primeira parcela do FPE para quitarmos o salário do mês anterior. As parcelas do FPE junto às demais receitas não tem sido suficiente para pagarmos os salários dentro do mês trabalhado. Existe um temor que essa parcela possa cair ainda mais”, lamentou Rosman.

Durante entrevista, o secretário destacou ainda que seus primeiros meses frente a órgão tem sido de desafios e que já neste inicio de gestão pode colocar em prática o Plano de Desenvolvimento Regional do Estado de Sergipe (PDR). “Pensando em ações para Sergipe nos próximos anos, com perspectivas de desenvolvimento econômico e social criamos o PDR Sergipe que é um instrumento de alinhamento entre a Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR) e a Política Estadual que aponta as diretrizes estratégicas e definições de metas capazes de gerar o desenvolvimento de médio e longo prazo de Sergipe”, ressaltou.

“Não se faz nada sem planejar. Temos oito regiões com suas potencialidades para o desenvolvimento econômico de Sergipe e, neste momento, estamos dando ênfase para a região que denominamos de microrregião industrial portuária, localizada na Barra dos Coqueiros”, destacou o secretário, afirmando que a região terá a maior termoelétrica da América Latina e vai gerar uma cadeia produtiva que proporcionará o desenvolvimento do estado, com geração de emprego e renda, e um investimento de R$ 5 bilhões nessa primeira fase. “A Barra dos Coqueiros já possui produção da energia eólica, e agora produzirá o gás natural”, frisou Rosman, destacando que diversas novas empresas já estão querendo se instalar naquela região.

Sobre o tema limites territoriais Rosman esclareceu que havia um conflito de limites entre os estados da Bahia e Sergipe, aos quais chegaram a um consenso no último dia 14 de junho. “Após audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Bahia, foi reconhecido todo trabalho de campo realizado pelas equipes de Sergipe e Bahia, e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”, disse Rosman, destacando que a participação dos representantes dos municípios foi fundamental na definição dos limites, assim como as entrevistas feitas com a população da fronteira para estabelecer o pertencimento territorial e a cobertura da gestão municipal. “Foi respeitando a identidade de cada população que, a partir desse entendimento e com a concordância de todos, chegamos a um consenso. Este é o primeiro acordo territorial entre dois estados no País, um marco histórico”.


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