Observatório divulga pesquisa sobre comportamento do sergipano no trânsito

9 de dezembro de 2019 - 17:21

Levantamento foi feito com base nos dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2013

As características do brasileiro no trânsito, com foco nos seus hábitos e na segurança. Estas são um dos principais temas da segunda etapa da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 (PNS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês de junho, e que foi avaliada na realidade sergipana pelos técnicos do Observatório de Sergipe. Através da pesquisa, é possível ter uma melhor compreensão do comportamento no trânsito da população e propor um debate mais qualificado acerca das diversas políticas públicas que permeiam esse assunto.{gallery}ObservatorioTransito{/gallery}

O estudo levanta dados relevantes sobre o trânsito no menor estado da federação, no que diz respeito aos principais meios de transporte utilizados, ao comportamento com  relação à no que tange a segurança e números com relação a acidentes de trânsito. “O estudo demonstra que, em Sergipe, as pessoas precisam estar mais atentas ao uso de cinto de segurança no banco de trás e ao uso frequente do capacete ao andar de moto”, alerta Ciro Brasil, que é o Superintendente de Estudos e Pesquisas da Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag).

De acordo com os dados, 697 mil pessoas, ou seja, 45,5% da população adulta do estado dirige algum veículo, seja carro ou motocicleta.  A moto é opção para 32% da população adulta, enquanto os carros representam 13,3% dos sergipanos. Os números mostram que a moto é mais popular no Nordeste, onde 30,7% da população adulta a dirigia, frente a uma média de 24,9% no restante do país. 54,5% da população sergipana adulta não dirigia, resultado superior ao observado no Brasil (51,4%) e inferior ao verificado no Nordeste (58,3%).

Em relação à segurança dos sergipanos que andavam de carro nos últimos 12 meses, a partir da data de referência da pesquisa, 69,7% informaram sempre usar cinto de segurança no banco da frente quando dirigiram ou eram passageiros. “Isso deixou nosso estado acima da média nordestina, que foi de 66%, mas bem abaixo da média brasileira, que é de 79,4%. Além disso, 6,7% das pessoas declararam quase sempre usar o cinto, 11% às vezes e 12,6% raramente ou nunca”, explica Michele Oliveira, diretora de pesquisas, estudos e análises, da Seplag.

Sinal de alerta

Mesmo com alguns índices apontando para uma relativa conscientização no trânsito em relação ao cinto de segurança dos condutores, é preciso ficar alerta com outros dados que foram identificados pelo levantamento do IBGE, dados apontam que, dos sergipanos que andavam de automóvel, apenas 31,7% afirmaram sempre usar cinto de segurança no banco de trás. Um número baixo se levado em consideração a importância desse acessório para a segurança veicular, bastante lembrada pela mídia e órgãos fiscalizadores nas últimas semanas.

Os piores resultados neste quesito foram observados para as mulheres (29,3%), jovens de 18 a 29 anos (26,5%) e pessoas sem instrução ou com o fundamental incompleto (29,7%). “Outro dado preocupante é que 30,9% dessa população respondeu nunca usar, e 15,3% raramente usar cinto de segurança quando estão no banco de trás”, completa Ciro Brasil.

Os dados sobre o uso do capacete dentre as pessoas que andavam e dirigiam moto também não podem ser considerados bons. Entre os entrevistados, 64,1% afirmaram sempre usar o acessório, índice abaixo do observado no Nordeste, que é de 72,9% e no Brasil de 83,4%. Os resultados são ainda mais baixos no universo de pessoas sem instrução ou com fundamental completo (62,7%). Complementado os dados de frequência de uso, 10,4% da população revelaram quase sempre usar capacete, 13,7% às vezes e 11,7% raramente ou nunca usar o acessório obrigatório.

Em números gerais, observou-se que, das pessoas com 18 anos ou mais de idade em Sergipe, 52 mil (3,4%) se envolveram em acidentes de trânsito com lesões corporais, nos últimos 12 meses que antecederam à pesquisa. Esse resultado foi de 3,4% para o Nordeste e 3,1% para o Brasil. Nota-se um percentual mais elevado para homens (5,4%), jovens de 18 a 39 anos (8,8%) e pessoas com nível de instrução mais elevado.

O significativo número de pessoas que ainda não usam capacetes preocupa ainda mais ao sabermos que 50,6% dos sergipanos envolvidos em acidentes com lesões corporais, nos últimos 12 meses antecedentes à pesquisa, eram condutores de motocicleta. Merece destaque os homens (84,8%), os jovens de 18 a 29 anos de idade (40%) e as pessoas sem instrução e fundamental incompleto (40%). Esse resultado foi inferior ao observado no Nordeste (54,4%) e superior ao observado no Brasil (45,2%).

Confira aqui a pesquisa completa.


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