Observatório Sergipe divulga radar de emprego em Sergipe no mês de maio

9 de dezembro de 2019 - 15:55

Em maio, o mercado de trabalho sergipano registrou um total de 6.568 desligamentos contra 6.409 admissões. É o que mostra um estudo divulgado pelo Observatório de Sergipe, vinculado à Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho.

Segundo a diretora de Pesquisa, Estudos e Análises do Observatório de Sergipe, Michele Dória, Sergipe fechou o mês de maio com a perda de 159 postos de trabalho. “No país, das 27 unidades da federação, 11 apresentaram resultado desfavorável na geração de empregos”, disse, destacando que no cenário regional, dos nove estados do Nordeste três apresentaram saldo negativo. Paraíba registrou o pior saldo (-703); Sergipe, o terceiro.

“No acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, foram perdidos 3.705 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, no entanto, o resultado é positivo com a abertura de 1.417 empregos celetistas”, explicou.

Michele destaca que três setores apresentaram saldo positivo na geração de emprego no estado: Agropecuária (+322), Indústria de Transformação (+319) e Construção Civil (+39), (+68). “O setor serviços apresentou o pior resultado no mês, menos 587 vagas, seguido pelo Comércio (-206), Administração Pública (-38), Extrativa Mineral (-7) e Serviços Industriais de Utilidade Pública – SIUP (-1)”.

Os três municípios com maiores desempenhos foram: Japoatã (+316), Nossa Senhora do Socorro (+253) e Laranjeiras (+134). Já Aracaju (-835), Itabaiana (-85) e Estância (-68) tiveram os menores saldos.

De acordo com a diretora do Observatório de Sergipe, a capital sergipana fechou o mês de maio com saldo negativo na criação de empregos. “Foram excluídos 835 postos de trabalho, resultantes de 3.491 admissões contra 4.326 demissões, correspondendo a uma variação negativa de 0,51% em relação ao estoque do mês anterior”, disse.

Para Michelle o resultado foi puxado, sobretudo, por ‘Serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção, redação (-499), ‘Comércio varejista’ (-157) e ‘Com. e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnico’ (-126).

“Contrabalançando o resultado desses setores, as atividades que mais geraram emprego, no mês, foram: ‘Serviços médicos, odontológicos e veterinários’ (+57), ‘Construção Civil’ (+54), ‘Ensino’ (+30) e ‘Instituições de crédito, seguros e capitalização’(+4)”, disse.

Cenário Nacional

O Brasil fechou o mês de maio com 33.659 novos postos de trabalho, dos oito setores de atividades seis apresentaram crescimento no número de empregos. Houve criação de vagas em Agropecuária (+29.302 postos), Serviços (+18.577 postos), Construção Civil (+3.181 postos), Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP) (+555 postos), Extrativa Mineral (+230 postos) e Administração Pública (+197 postos). Foram registradas quedas no nível de emprego apenas nos setores do Comércio (-11.919 postos) e Indústria de Transformação (-6.464 postos).

Os estados que se destacaram foram Minas Gerais, com saldo de 19.823 empregos formais; São Paulo (+9.155); Bahia (+5.935); Espírito Santo (+5.001); Maranhão (+2.075) e Mato Grosso (+2.064). Os piores resultados foram registrados no Rio Grande do Sul, que fechou 10.727 vínculos empregatícios, Santa Catarina (-4.484) e Rio de Janeiro (-3.139).


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